Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Trigésimo Segundo Dia

O meu dia começou bem cedo. Sabia que hoje seria o meu primeiro dia de aulas e não tinha a certeza do que deveria esperar. Eu andara muitos anos numa escola pública, mas não tinha noção de como decorriam as aulas privadas. Não comprara livros, apenas um estojo com o material necessário e um bloco para tirar apontamentos. A professora dir-me-ia hoje o que é preciso comprar. Uma das principais diferenças residia no horário escolar. Não tinha aulas de manhã, pois geralmente filmava a essa hora, mas sim à tarde, entre as duas e as seis. Sempre que necessário, a professora dispensar-nos-ia das aulas no caso de precisarmos de elaborar umas filmagens extra, e substitui-la-ia durante um tempo que tivéssemos livre. Sabia apenas isso da minha nova educação. A Selena não estava preocupada, porque já se havia habituado a esta fatigante rotina. Assim, relaxada, ainda descansava na cama.

Enviei uma mensagem ao Taylor a desejar-lhe um bom-dia e a questioná-lo se almoçaríamos juntos e ele, pouco tempo depois, respondeu negativamente. Ainda se conservava em Nova Iorque e só voltaria ao fim da tarde. Prometeu recompensar-me e visitar-me mal regressasse. Que faria ele em Nova Iorque? Lembrar-se-ia de mim quando acordava e olhava para o céu? Vesti umas calças de ganga e uma T-Shirt, peguei na carteira, sem ter tomado o pequeno-almoço, e saí de casa apressadamente. Então, ao fechar lentamente a porta de entrada, deparei-me com uma limusina. Julguei que pertencia à Selena, então continuei a caminhar. No entanto, uma das janelas desta abriu-se repentinamente e de lá saiu a cabeça do Joe, com os seus óculos Ray Ban apoiados na cana do nariz.

Joe – Pensei que talvez precisasses de uma boleia. Como o Taylor está em Nova Iorque…

Filipa – Bom dia. Foi muito simpático da tua parte lembrares-te de mim. É um convite irrecusável.

Entrei na porta que o condutor abrira e sentei-me junto do Joe, cumprimentando-o com um beijo rápido no rosto. Então, lembrei-me de lhe perguntar o que há muito me intrigava.

Filipa – Joe, no dia do concerto, há um mês… porque é que vocês não se limitaram a ignorar-nos e a entrar no pavilhão?

Joe – Nem eu próprio sei. É óbvio que já tínhamos passado por situações semelhantes, mas daquela vez foi especial. Vocês estavam tristes, é claro, mas quando olhámos para os vossos olhos esbugalhados começámos a pensar que tínhamos muita sorte em ter fãs.

Filipa – Nesse caso, isso poderia ter acontecido com qualquer fã que estivesse no sítio certo, na hora certa?

Joe – Penso que sim. Mas vocês eram tão lindas. Não nos conseguíamos abstrair de vós. Por isso aqueles convites todos. Lamento tudo o que aconteceu Filipa. Eu não queria estragar a nossa amizade. E, sabes… [ele aproximou-se mais de mim e a sua mão cobriu a minha, sobre o meu regaço] quando te vi, tinhas o sorriso mais brilhante e alegre que eu alguma vez havia deslumbrado. E tinhas os olhos perfeitos. E o corpo. E tudo! Naquele dia em que nos decidimos vingar do Nick e da Estrela… bem… tu deixaste-me completamente louco.

Vi o seu rosto aproximar-se do meu e parei para raciocinar. Eu sabia o que se seguia, mas estava a ponderar se queria ou não fazê-lo. Os prós estavam em número inferior aos contras, então, recuei com enorme esforço. Ele hesitou.

Joe – Não queres?

Filipa – Eu tenho namorado, Joe. Não posso, desculpa.

Joe – Ele não tem de saber, Filipa. Como eu disse, a pressão dos teus lábios sobre os meus, o sabor da tua boca, as tuas pernas entrelaçadas com as minhas…

Filipa – Pára Joe. Não entendes que isso vai estragar a nossa amizade?

Joe – Mas eu quero-te.

Filipa – Basta.

Mandei o condutor parar e ele, imediatamente obedeceu. Saí do carro, dignamente, e não olhei para trás. Como era possível o Joe não compreender a minha posição? Corri para Hollywood, que já se encontrava bastante próximo, e entrei, cansada.

À tarde, tive aulas. A professora chamava-se Fleur e era francesa, apesar de já viver há muitos anos nos Estados Unidos. Deu-nos uma lista de material a comprar, outra com os programas e critérios de avaliação, marcou os testes e deixou-nos sair, antes da hora prevista.

Às onze da noite

Estava deitada sobre os lençóis a ler o livro que a professora nos aconselhara a comprar “Romeu e Julieta” de Shakespeare, quando ouvi a campainha tocar insistentemente. Corri a abri-la, em cuecas, camisola larga e comprida e meias. Os meus lábios foram imediatamente cobertos por outros. Agarrei-me ao cabelo do rapaz, puxando-o para mim, enquanto sentia as suas mãos contornarem-me a espinha. Suspirei e puxei-o para dentro, fechando a porta com o pé. Tirei-lhe o casaco entre beijos e conduzi-o para o meu quarto. A sua mão passava rapidamente pelas minhas coxas. Ele tirou o cinto e os sapatos e, numa pequena pausa que havia feito, eu recuperei a consciência e afastei-me.

Filipa – O que é que eu estou a fazer?

Joe – Bem, agora não faço ideia. Porque paraste?

Filipa Meu Deus [o meu cérebro começou a funcionar novamente] tu não és o Taylor.

Joe – Ouch, essa doeu. Eu sou o Joe e tu… agora estás nisto comigo.

Nessas palavras Joe escondia muito mais do que o que realmente dissera. Ele estava a fazer chantagem… ou eu ficava com ele às escondidas … ou ele contava a Taylor o que acontecera.

 

***

 

Um devaneio que elaborei quando me sentia enfadada. Não prometo terminá-la, mas, entretanto ainda tenho mais dois capítulos prontos a ser publicados. Espero que gostem e, especialmente, comentem. Aí talvez possa ponderar uma continuação. Beijo.

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Explicações

Desculpem não ter postado, mas estou com os problemas de carácter pessoal. Depois, quando publicar novamente, explico melhor e lerei e comentarei tudo. Desculpem, mesmo. Tenho uns problemas no visual do Blog e como à Diana (que encomendou no mesmo local que eu também aconteceu o mesmo, suponho que seja do Site). Então, amores, encomendei um novo. Quando estiver pronta a encomenda, posto, ok?


Beijinhoss!

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Trigésimo Primeiro Dia

Acordei ainda abraçada ao Taylor, as nossas pernas ainda entrelaçadas e as nossas cabeças encostadas uma na outra. Levantei-me e tomei duche. Vesti-me na casa de banho, mantendo a porta trancada e tomei o pequeno-almoço sozinha. Deixei o Taylor dormir, já que ele iria ter folga, mas tive de ir embora. As gravações do filme com a Selena começariam hoje e fomos as duas juntas para Hollywood. No carro ouvíamos umas músicas novas da Miley Cyrus e falávamos animadamente. Depois, telefonamos à Demi Lovato.

Demi: Hey Sel, hey Filipa! What’s up?

Filipa: Dems, olá! Estamos a chegar a Hollywood. Queremos convidar-te para almoçar. Que me dizes?

Demi: Ai que amores. Obrigada por se lembrarem de mim. Claro que vou convosco. A que horas nos encontramos e onde?

Selena: Oi Demi. Que tal no Freeburger às duas?

Demi: Óptimo, vemo-nos lá. Beijinhos queridas.

Selena e Filipa: Beijinhos!

Filmar com a Selena foi excelente, porque existia empatia entre nós. Divertimo-nos imenso e fizemos um bom trabalho. À hora combinada, encontrámo-nos com a Demi e almoçámos.

Seguidamente, saímos de Hollywood e fomos a casa trocar de roupa. O Taylor já não estava lá, mas tinha deixado um bilhete em cima da cama.

“Amor,

Tive de sair de Los Angeles e ir a Nova Iorque. Tu sabes… imprevistos! Quando puder, prometo telefonar-te. Em princípio volto amanhã, mas não posso garantir-te. Amo-te muuito! Já sinto saudades tuas.

Sempre teu,

Tay”

Vesti o fato de treino cor-de-rosa novo, calcei umas sapatilhas e prendi o cabelo com um elástico. Depois, coloquei uma toalha, duas garrafas de água e uma muda de roupa numa mochila e saí de casa com a Selena. Corremos até ao ginásio que não ficava muito longe dali.

Encontrámo-nos com a Demi e a Miley Cyrus à entrada e subimos para a sala das máquinas. Esperava-nos uma professora muito musculada com um ar bastante masculino e sotaque rude que se apresentou como Sandy! O nome definitivamente não encaixava com o perfil. Fizemos meia-hora de tapete, depois flexões e alteres e finalmente fomos obrigadas a correr a fazer abdominais. Quando ela foi embora, estávamos esgotadas. Dirigimo-nos para os balneários e tomámos banho. Enquanto nos vestíamos a Miley começou a falar directamente comigo.

Miley: Então, ouvi dizer que o teu pai morreu. Não me pareces muito afectada. Se calhar nem gostavas dele. Pobre do teu pai que te criou para depois o tratares dessa forma.

Filipa: Tu não sabes nada! Não me julgues por estar a esconder o que sinto para mim e seguir em frente. Pensas que eu não sei quem és, Miley?

Miley: Eu não sou quem tu pensas. Não penses mal de mim, não consigo evitar ser assim. Talvez seja mesmo cínica.

Ela estava mesmo triste e eu perdoei-a pelo que dissera. Abracei-a e saí de dedos entrelaçados com ela do ginásio. Uma vez lá fora, despedi-me das meninas e fui para casa com a Selena.

Jantei e fui para a cama, ainda abalada com o desabafo da Miley. Era mesmo assim que eles interpretavam a minha atitude?

***

Shii, nem sei o que escrever. Peço desculpa aos amantes da Miley. No próximo capítulo eu prometo colocá-la novamente Santinha. :D

Beijinhos!

♥ Sentimento de hoje: Confusa
♥ Estou a ouvir: Muse - I belong to You
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Sem Capítulo

Hoje não há capítulo algum. Peço desculpa a todos os que lêem assiduamente esta história, mas tive de emprestar o meu computador. Sim, é uma chatice. E sim, poderia reescrever o capítulo neste computador, mas não irei, porque:


- Estou mal-humorada e sem a mínima vontade de escrever;


- Não me lembro bem do que escrevi no capítulo e não posso inventar, porque pode não fazer sentido depois o seguimento.

 

E pronto, foi só mesmo para vos informar. Apetece-me muito ler, mas estou um pouco desprovida de livros. Ando a ler um livro  chamado "The Twins at St Clare's" da Enid Blyton que até é interessante. O único defeito: está em Inglês e não estou com cabeça para andar ainda a traduzir. Entretanto encontrei o E-Book de um livro chamado "A Rainha da Fofoca" que, aliás, já me tinham aconselhado. Problema: Está em Português do Brasil e a minha mãe sempre me diz para não ler esse tipo de coisas, porque posso adquirir aqueles hábitos de escrita. Concordo plenamente!

 

O que me resta é comentar e responder a comentários e ler os vossos posts.

 

Beijinhos!

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Trigésimo Dia

Decidi não ficar deprimida para sempre graças à morte do meu pai. Eu já passara por isto antes, sabia lidar com a dor. Por isso mesmo, levantei-me de manhã, tomei um duche, escolhi a roupa e vesti-a e lavei os dentes.

Saí de casa às 9 horas da manhã cheia de energia positiva e dirigi-me a um snack-bar. Comi um donut e bebi um chocolate quente. Depois, apanhei um táxi para Hollywood e trabalhei incansavelmente durante a manhã toda.

Telefonei ao Taylor e contei-lhe a minha decisão. Ele parecia absolutamente cansado, mas ficou muito feliz com o que eu decidira. Foi ter comigo ao restaurante mais próximo e conversou comigo sobre umas possíveis férias em conjunto.

Taylor: Então, há hipótese de tu ires passar comigo umas feriazinhas à Austrália?

Filipa: É algo a ponderar, sem dúvida. Eu sempre quis ir à Austrália. E podíamos ir visitar a Ópera de Sidney!

Taylor: Pois! Já pensaste o quão espectacular iria ser? Por favor, aceita.

Filipa: Está bem, está bem. Mas… vamos totalmente sozinhos?

Taylor: Quem esperavas que fosse mais? Por mim não há problema se quiseres levar alguém, mas a ideia inicial não era essa.

Filipa: Não sejas tonto! Não quero levar ninguém. Eu só quero passar uns dias felizes com o melhor namorado que há no mundo.

Abraçámo-nos e beijámo-nos apaixonadamente, sem medo de sermos apanhados. Repentinamente, lembrei-me o motivo dos nossos anteriores medos e entristeci.

À tarde, fui ao cabeleireiro com a Selena. Farta de me ver com o cabelo curto, pedi novamente uma mudança de visual. O cabeleireiro, que era francês e muito prestigiado, acabou por me fazer umas extensões. Pintou também o cabelo de castanho claro, porque dizia ficar bem com a cor dos meus olhos. Agradeci e paguei-lhe! A Selena também pintara o cabelo de loiro, mas mantivera-o curto, já que lhe ficava melhor. Depois fomos às compras, tentando ser o mais discretas possível.

Entrámos num centro comercial enorme e visitámos algumas lojas sem sermos incomodadas. Eu ainda não lidara com a fama, mas ansiava pelo momento em que alguém me reconhecesse. E o meu desejo realizou-se.

Enquanto tomava uma vitamina de laranja, sentada no terraço do shopping, vi uma rapariga apontar na minha direcção e os amigos gritarem. Assustei-me e olhei para trás, julgando estar alguém atrás de mim que me quisesse fazer mal, mas não vi ninguém. Eles começaram a correr na minha direcção e eu receei que me fizessem mal.

xXx: Oh Meu Deus, eu sou a tua maior fã. Eu adorei o trailer do teu filme. Adorei, adorei, adorei. Por favor, dá-me um autógrafo.

Olhei à volta, procurando pela Selena, mas ela não estava em lugar algum.

Estendeu-me o seu braço e uma caneta e começou a olhar para mim com expectativa.

xXx: Filipa, não tenho papel à mão. Por favor assina-me o braço. Por favor.

Sorri-lhe calorosamente e peguei na caneta. Perguntei-lhe o nome e assinei-lhe o braço:

“Beijinhos para a minha primeira fã, Sarah, da Filipa”

Ela agradeceu e tirou uma fotografia comigo. Outros vieram, repetindo o processo e eu fiquei imensamente satisfeita com tudo isso.

Cheguei a casa, vesti o pijama e sentei-me no sofá com um vaso de pipocas no colo. O Taylor, com calções e sem camisola, estava do meu lado direito e a Selena de pijama no meu lado esquerdo. Ligámos a televisão e colocámos um filme chamado “Saw V” Era terrível e violento, e eu escondi a cabeça sob o braço do Taylor diversas vezes, os meus pêlos dos braços arrepiados. Ele abraçava-me e dava-me beijos no topo da cabeça, rindo-se com as situações. A Selena dava-me o braço e gritava, escondendo-se no meu peito. Comemos as pipocas todas e ainda mais e fomos para os nossos quartos.

O Taylor dirigiu-se comigo para o meu quarto e, depois de trocarmos muitos beijos apaixonados deitados na minha cama, adormecemos. Ele deveria dormir num saco cama, mas, como estava muito frio, dormiu abraçado a mim na minha cama de casal.

***

Sou a única a achar que a história está a ficar meia sem graça? Espero que continuem a comentar, apesar de todo o falhanço. Este capítulo, o anterior e o seguinte foram escritos num momento de pouca inspiração, mas como os momentos que tenho para escrever raramente existem, tive de aproveitar.

Beijinhos!

 

♥ Sentimento de hoje: Apaixonada
♥ Estou a ouvir: Ayo Technology - Milow
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Vigésimo Nono Dia

Sentada no parapeito, abraçada aos meus joelhos, chorava desesperadamente, enquanto repetia inúmeras vezes que tudo o que acontecera não passava de um pesadelo.

Acordei graças ao toque do meu telemóvel, pois era ainda muitíssimo cedo. Sorri para o nome no mostrador: “João”, mas depressa me desapareceu o sorriso quando ouvi as lágrimas e terror que a sua voz transmitia. Fiquei assustada e chorei com ele, mesmo não sabendo ainda o que se passava. Chorei com um amigo que sofria!

João: Filipa, por favor, por favor, perdoa-me. Perdoa-me, perdoa-me!

Ele não parava de me pedir para o perdoar. Eu continuava a chorar sem saber o que se passava.

João: Esta manhã discuti com o teu pai. Uma discussão muito feia, mesmo muito feia. A um certo ponto, o teu pai caiu para o lado arroxeado. Pensei que estivesse a fazer aquela brincadeira do costume. Não liguei e segui para o meu quarto sem paciência para as suas brincadeiras. Uma hora mais tarde, quando saí do quarto pronto para lhe pedir desculpa, encontrei-o no mesmo sítio, exactamente na mesma posição de há uma hora. Jazia no chão, as suas mãos no peito e a boca aberta em horror. Corri para junto dele, alarmado, e coloquei a minha mão na sua garganta. E … Filipa, não havia nada! Nem um único baque! O coração dele parara e a culpa tinha sido minha. Toda minha! Perdoa-me, espero que me perdoes.

Dei um grito horrorizado atirei com o telemóvel para o chão e deitei-me na cama a chorar desalmadamente. A Selena entrou no quarto aflita e agarrou-se a mim, à espera de uma explicação. Eu continuava a chorar em choque. Falara com o meu pai uma última vez, mas discutira com ele e sabia que ele não me perdoara.

A Selena telefonou ao Taylor, sem saber o que acontecera, ainda em pânico. Ele estava de férias com os pais, mas iria voltar para junto de mim, para me apoiar. Surpreendentemente, não sentia nada. Não sentia dor, paixão… absolutamente nada! Apenas um vazio inacreditável no meu peito. A certo ponto, deixei de ouvir, de ver e caí na escuridão da inconsciência.

Umas horas mais tarde       

Quando voltei a acordar, confusa, deparei-me com o Taylor e a Selena sentados na cama, a meu lado, com a testa franzida em preocupação. Ambos suspiraram quando eu olhei para eles.

Abracei-me ao Taylor, pressionando os dedos nas suas costas, enquanto chorava, agora com toda a dor que não sentira acumulada. Ele murmurava frases amigáveis e perguntava o que acontecera. Eu contei-lhe, não querendo acreditar.

Teria de ir para Portugal, assistir ao seu funeral e deixar o meu último adeus ao pai querido que me criara. Ambos os meus pais haviam morrido e eu permanecia só no mundo.

Apanhei o avião para Portugal e assisti, com desagrado à tristeza profunda da Margarida e do João. Eu sabia que eles o amavam! Abracei-os, apoiei a Margarida e ela a mim. Apresentei-lhes o Taylor. Sabia que noutra ocasião o João ficaria chateado, mas pareceu indiferente, embrenhado numa profunda depressão.

Escrevi uma carta ao meu pai e deixei-lha no bolso do casaco. Ele seria cremado e a carta desapareceria, mas eu sabia que, estivesse onde estivesse, ele a leria e me perdoaria.

“Paizinho,

Eu sei que estás no céu, junto a Deus. Eu consigo ver-te, todo vestido de branco, sorrindo para o Mundo e espalhando felicidade por todos os cantos.

Tenho saudades tuas, muitas saudades. Porque partiste, pai, sem antes te despedires de mim? Porque me deixaste sozinha? Como esperas que eu viva sem ti, paizinho?

Peço-te desculpa por tudo o que te fiz sofrer, por todos os erros que cometi. 

Por favor, dá-me um sinal, uma prova que continuas aí para mim. Espero que leias esta carta e, onde quer que estejas, me continues a amar incondicionalmente.

A tua filha que te amará para sempre,

Filipa

O funeral foi profundamente triste. Eu chorei imenso e recebi imensos pêsames. Eu só queria que tudo terminasse, finalmente acordar deste pesadelo.

Voltei para Los Angeles muito tarde, adormecendo no avião com a cabeça apoiada no ombro do Taylor. A vida é muito injusta, mesmo muito injusta.

***

Ok, meus amores. Este capítulo está uma porcaria, mas a inspiração é pouca. Peço desculpa por matar o meu pai. Rest In Peace!

Beijinhos. Três comentários mínimos para o próximo capítulo.

♥ Estou a ouvir: The Climb - Miley Cyrus
♥ Sentimento de hoje: Injustiçada
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Vigésimo Oitavo Dia

Quando acordei, olhei para o relógio, cuja luz ténue iluminava o meu quarto e verifiquei que era ainda muito cedo. O Sol ainda não nascera, mas o meu sono desvanecera. Decidi então reflectir sobre a forma como a minha vida se desenrolava. Com os olhos abertos, olhando para a parede pálida, sem ver nada, conclui que todos queremos o que não podemos ter. Apesar de tudo o que a Estrela me fizera, a forma como rompera a nossa profunda amizade, não conseguia deixar de pensar que a fizera sofrer. Ela não merecia a minha preocupação ou os meus remorsos, mas a adoração impenetrável que eu nutria por ela, fazia-me sentir um aperto no coração. Sentia que necessitava da amizade dela. Precisava de desabafar, dizer-lhe o quanto me magoara, chorar a minha perda e receber uma palavra amiga e um abraço daquela que sempre me apoiara em todos os momentos. Eu poderia ter tudo o que quisesse, mas a única coisa inalcançável, a amizade da Estrela, era a única coisa que eu desejava.

A minha vida estava a tornar-se demasiado imprevisível e eu nunca lidara bem com imprevistos. Precisava de ter uma confirmação do destino, controlar e moldar a minha vida da forma que eu desejasse. E para isso, precisava do apoio da Estrela.

Desviei os lençóis e cobertores e levantei-me. Hesitantemente, segurei no telemóvel e marquei aquele número que tão bem conhecia. O serviço de atendimento avisou-me que o telemóvel para o qual ligara se encontrava desligado. Com frustração desliguei a chamada e pousei o telemóvel na cómoda de madeira que escolhera com tanto cuidado. A Estrela mantinha sempre o telemóvel ligado, porque mudara isso?

Andei vagarosamente em direcção à casa de banho, onde tratei da minha higiene. Seguidamente, enrolada numa toalha de banho dirigi-me para o meu quarto e vesti um vestido cor-de-rosa delicado. Depois de arrumar o quarto, fui para a cozinha, onde comi uma torrada e bebi um copo de leite. Lavei os dentes, peguei numa mala pequena e branca e saí de casa sem destino.

A escuridão banhava as ruas de Los Angeles e as árvores desenhavam sombras no chão. Tirei o telemóvel do bolso e verifiquei com surpresa que eram apenas seis da manhã. Continuei a andar, tirando fotografias aos locais mais bonitos que visitava com uma pequena câmara que me acompanhava desde os 14 anos. E assim, o Sol nasceu e o mundo encheu-se de luz e cor. Quando me apercebi do sítio onde me encontrava, a minha boca abriu-se e eu senti uma súbita vontade de voltar para casa. No entanto, várias coisas tinham de ser resolvidas e eu tinha de mostrar ao Mundo o quão corajosa eu era. Encaminhei-me para a porta principal da casa dos Jonas e toquei à campainha. O Joe, com os olhos meio fechados e ainda com o pijama vestido, abriu-me a porta e revelou-se bastante surpreso com a minha visita. Perguntei-lhe se podia entrar, já que ele permanecia parado impedindo a passagem. Finalmente pareceu regressar ao presente e deixou-me entrar.

Após ter cumprimentado o Joe e o Kevin, pedi-lhe se podia ir ao quarto do Nick. O maxilar dele contraiu-se e ele visivelmente enrijeceu. Disse-me que poderia ir, mas que considerava isso uma traição, depois de tudo o que o seu irmão e a Estrela nos haviam feito. Pacientemente, expliquei-lhe que os deveríamos perdoar, pois eles eram elementos muito especiais nas nossas vidas. Ele compreendeu e tomou a decisão de falar com a Estrela o mais brevemente possível, ponderando até uma reconciliação. Fiquei satisfeita com a atitude dele e dirigi-me para o quarto do Nick. Educadamente, bati à porta e ouvi um “Entre” preguiçoso vindo de dentro do quarto. Abri a porta, respirei fundo e entrei.

Dizer que o Nick pareceu surpreso com a minha visita seria dizer pouquíssimo. Talvez correspondesse à verdade dizer que ele ficou chocado e ligeiramente irritado. O olhar dele penetrou o meu rosto, fazendo-me baixar os olhos timidamente.

Nick: Olá! Que fazes aqui?

Filipa: Nick, quero ser tua amiga e pedir-te desculpa por ter feito o que fiz com o Joe. Tu sabes que me magoaste, não sabes?

Nick: Sei, sim. E isso tortura-me todos os dias… pensar que feri alguém que amo. Tu não tens de pedir desculpa, eu é que tenho. Peço-te desculpa por te ter feito sofrer. Fui irracional. Aquilo não significou nada para mim. Fui guiado pela loucura de te estar a perder e pelos ciúmes que senti quando vi a admiração espelhada nos teus olhos quando conheceste o Taylor Lautner. Filipa, lamento muito. Não posso alterar o passado, mas posso prometer-te que nunca te magoarei novamente.

Filipa: Obrigada, Nick. Essa promessa significa muito para mim. Amigos?

Nick: Sem dúvida.

Abraçou-me com carinho, as lágrimas a rolarem pela sua face e pela minha e despedimo-nos, conscientes de que a nossa amizade permanecia sã e que fizéramos o que era correcto.

Não pude deixar de cumprimentar a delicada Denise, que me convidou para almoçar. Aceitei de bom grado e saboreei cada momento daquela minha visita. Passei a tarde junto aos meus amigos, vendo vários filmes, comendo pipocas e bebendo coca-cola, enquanto me ria das piadas que o Joe tão sabiamente recitava.

Quando saí da casa maravilhosa era já muito tarde. Os candeeiros das ruas haviam sido ligados e o céu apresentava-se muito escuro. Chamei um táxi e fui para casa.

Telefonei novamente à Estrela, apesar do telemóvel dela ainda se apresentar desligado. Depois, liguei ao Taylor que atendeu imediatamente. Contei-lhe tudo, como não poderia deixar de ser, e ele congratulou-me por ter restabelecido a minha amizade com o Nick. Trocámos mensagens apaixonadas e finalmente adormeci, embalada pelas memórias de um dia radiante em que a minha vida voltara a ser iluminada e preenchida.

***

Então, gostaram? Deu-me um imenso prazer escrever a minha reconciliação com o Nick e a minha meditação no início do dia. Espero receber muitos comentários que, como sempre me deliciam. Não se esqueçam de ler e deixar a vossa opinião.

Beijinhos!

P.S. Leiam e releiam este capítulo, porque agora, só na Segunda há mais. :-)

♥ Estou a ouvir: Lemon Tree - Fool's Garden
♥ Sentimento de hoje: Sintonizada com o Mundo
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Vigésimo Sétimo Dia

Mais um dia monótono da minha vida. Acordei e, como desconfiara, continuava com o Taylor a meu lado. Ele dormia profundamente e decidi não o acordar. Tomei banho, vesti-me e fui para a cozinha, onde a Selena tomava o pequeno-almoço. Cumprimentei-a e liguei a televisão na CNN. A meteorologia indicava que estaria um dia soalheiro, mas neste momento o Sol estava coberto pelas nuvens. Apertei o avental e peguei na massa para panquecas. Fiz duas, depois de ter perguntado à Selena se queria e ela ter negado, e coloquei-as num tabuleiro. Depois, preparei um sumo de laranja e pus chocolate quente nas panquecas. Escrevi num papel: “Para o meu Príncipe Encantado – Afinal os Contos de Fadas existem mesmo”e enrolei-o no guardanapo. Peguei no tabuleiro e andei cuidadosamente para o quarto. Bati à porta e ouvi um “Entra!” do Taylor. Abri-a e entrei devagarinho. Ele ficou boquiaberto e comeu tudo até à última migalha. Depois leu o papel e sussurrou-me no ouvido: “E tu és a minha Princesa.” Beijou-me com carinho e emoção e abraçou-me. Arrumei o tabuleiro e lavei a loiça. Depois, preparei uma taça de cereais para mim e tomei o pequeno-almoço.

Fui para Hollywood de mota com o Taylor e, durante o caminho, falei-lhe sobre o facto de ir ter de beijar o Jackson no filme. Ele riu-se e disse que quando começara a namorar comigo já sabia que isso traria esse tipo de consequências. Fiquei aliviada com a compreensão dele. Quando chegámos a Hollywood treinei algumas vezes a cena do beijo e seguidamente gravei-a. Realmente um beijo cinematográfico não ia de encontro às minhas expectativas. Na verdade era até um pouco decepcionante, tendo em conta o tempo que eu desperdiçara antes de vir para L.A. a pensar como seria. Naquele tipo de beijo não se sentia nada, não havia nenhum sentimento ou emoção. Apenas sentíamos uma ligeira pressão nos lábios, nada mais. Nada de calor reconfortante ou carinho reflectido no beijo.

Almocei com o Taylor como despedida. Ele iria passar uma semana a Miami com a sua família e, apesar da sua insistência, eu declinei o convite para ir com ele afirmando que o meu pai chegaria nessa altura. Era verdade, mas não era esse o meu verdadeiro motivo. Na realidade, sentia-me um pouco culpada por roubar tanto do tempo do Taylor. Ele necessitava de estar com a sua família. Estivemos a falar sobre a nossa relação e decidimos que era já tempo de a tornar pública. Como primeiro passo, decidimos beijar-nos no restaurante. Num momento, estávamos sozinhos, o silêncio reinava, mas quando os nossos lábios se uniram fomos rodeados de curiosos e fotógrafos, bem como de murmúrios. Permanecemos serenos, sorrindo para as fotografias e respondendo às perguntas. Depois, quando achámos que era demais, saímos do restaurante com os dedos entrelaçados. Despedimo-nos com um beijo e seguimos os nossos caminhos.

À noite, quando escovava o cabelo da Selena e ouvia o que ela tinha para me contar em relação ao Nick – eles encontraram-se e decidiram que deviam dar uma chance à sua relação, já que gostavam muito um do outro – o meu telemóvel tocou. Atendi sem ver quem era e ouvi a voz grossa do meu pai, bastante chateado:

Pai: Que pouca vergonha é esta? Foi essa a educação que eu te dei?

Filipa: Desculpa, pai. Não estou a compreender o que queres dizer.

Pai: Eu bem vi na revista da Margarida, tu e um tal Taylor aos beijos. Estás de castigo!

Filipa: Caramba, pai. Onde está o problema? Tenho 16 anos…

Pai: Isso não significa que possas andar para aí aos beijos com um rapaz qualquer.

Filipa: Não é um rapaz qualquer, pai, é o Taylor. E ele é um excelente amigo!

Pai: Não me interessa o nome do rapaz. Não te quero com ele e ponto final.

Filipa: Pai, se eu o amo, não o vou largar porque tu queres.

Pai: Ai isso é que vais! Ainda não tens maturidade suficiente para tomares as minhas decisões ou ignorá-las.

Filipa: Serei eu quem não tem maturidade? És…

Pai: Nem te atrevas a insultar-me! Se te volto a ver na capa de uma revista aos beijos com esse Taylor, vou aí buscar-te e nunca mais te deixo voltar.

Filipa: Óptimo!

Pai: Óptimo!

Desliguei a chamada e marquei o número do Taylor. Ele atendeu ao segundo toque:

Taylor: Filipa? Estás boa?

Filipa: Temos de ser mais discretos. Fui proibida de namorar contigo.

Taylor: Então não namoramos? Mas Filipa, eu amo-te tanto!

Filipa: Namoramos, claro. Apenas não podemos manter a nossa relação pública. Lamento!

Taylor: Não faz mal, desde que continuemos juntos.

Filipa: Obrigada pela tua compreensão, Taylor. Amo-te!

Taylor: E eu a ti! Boa noite, princesa!

***

Que tal? Estive tanto tempo a escrevê-lo. Continuo a achar que é muito aborrecido, mas que hei-de fazer? Já o tentei mudar, mas não consegui. Espero que comentem muito, pelo menos.

Beijinhos! ^^

♥ Sentimento de hoje: Aborrecida
♥ Estou a ouvir: Solo - Demi Lovato
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Vigésimo Sexto Dia

De manhã, por algum motivo, sentia uma grande sede de vingança. A Estrela roubara-me o namorado e, apesar de ter finalmente conseguido que as feridas sarassem, ainda desdenhava intensamente o que ela me fizera. Eu sabia que ela amava o Joe – estava espelhado nos seus olhos: a maneira como ela olhava para ele, a expressão que ela tinha quando lhe tocava, o interesse com que o ouvia… Eu estivera atenta a esses sinais e estava certa que ela o amava. Então, por esse mesmo motivo, decidi que era tempo de me vingar, de mostrar que eu não deixo que me rebaixem sem dar luta. Telefonei ao Taylor e expliquei-lhe tudo o que tencionava fazer. Ele hesitou um pouco, mas ao ouvir a raiva que a minha voz transmitia, acedeu. Disse à Selena e ela achou que eu tomara uma excelente decisão.

Apesar de todos me apoiarem, ouvia uma vozinha interior que me admoestava, dizendo que o que estava prestes a fazer era errado. Ignorei-a e continuei a pensar nos pormenores.

Telefonei ao Joe e ele, depois de eu lhe contar que a Estrela o traíra com o Nick, alinhou no meu plano. Então, fui para casa dele. A Estrela tinha-lhe enviado uma mensagem, perguntando se podia falar com ele. Combinaram encontrar-se em casa do Joe. Pedimos à mãe dos Jonas para indicar à Estrela onde estávamos. Voltámos para o quarto. Vestia uma mini-saia provocadora, apenas um adereço no meu “teatro”. O Joe estava a par de tudo e, enquanto eu o usava para me vingar, também ele se vingava, usando-me. Ouvimos a voz melodiosa da Denise e a porta a fechar-se. Então deitámo-nos na cama, o meu corpo sobre o do Joe e beijámo-nos intensamente. Apesar de eu saber que ele apenas estava a fingir, gostei do sabor da boca dele e da pressão dos lábios dele nos meus.

A Estrela permaneceu imóvel sob a ombreira da porta. Eu sorria enquanto beijava o Joe e murmurava “Conseguimos!”. Subitamente, parámos, fingindo que nos tínhamos apercebido da presença da Estrela. Continuei a sorrir, satisfeita por ela ter ficado afectada. Apesar da imobilidade dela, as lágrimas escorriam-lhe pelo rosto.

“Filipa: Que tal a vingança? Custa não?             

 

Estrela: Vingança?

 

Joe: Não te faças de santa Estela! Nós sabemos de ti e do Nick! Está a ser fixe andarem nas

nossas costas? Deve ter sido muito divertido!

 

Estrela: Em primeiro já não andamos. Acabamos hoje mesmo! E em segundo aquilo aconteceu. Não foi por querermos…

 

Filipa: Aconteceu? Pois. E mentir? Também acontece?

 

Joe: Pois. Mentes muito, não?

 

Estrela: Não vou perder tempo com uma pessoa que tirou o corpo à minha melhor amiga e aproveitou-se dela, e com um rapaz que foi a pessoa que me fez mais feliz.

 

Filipa: A Filipa que conhecias morreu, quando tu a traíste.

 

Nick: Que se passa aqui?

 

Filipa: Já cá faltava o segundo traidor.

 

Nick: Traidor?

 

Filipa: Como pudeste, Nick?

 

Nick: Aconteceu. Mas a culpa também é tua. Quando deixaste de ser a Filipa por quem estava e estou apaixonado…”

 

Filipa: Oh sim. Nota-se muito a tua paixão por mim. Trais-me como se fosse algo normalíssimo e depois culpas-me a mim? Não estou com paciência para aturar as infantilidades de um menino mimado que dá o fardo a outra pessoa quando se sente culpado. Esquece, Nick! Para mim tu não existes.

 

Nick: Fixe! Também para que quero que tu saibas da minha existência? Como se eu precisasse que alguém fútil e idiota se interessasse por mim. Sabes que mais? Para mim estás morta.

 

Filipa: OK, óptimo. Joe, peço desculpa por esta confusão toda, mas tenho de ir embora. Adeus!

 

E saí com uma satisfação proeminente. No entanto, à noite, depois de ter contado tudo à Selena comecei a sentir um vazio no peito. Perdera os meus amigos. É claro que continuava a ter a melhor amiga e namorado do mundo, mas isso não anulava o facto de ter perdido várias pessoas importantes. Telefonei ao Taylor e pedi-lhe para vir ter comigo. Contei-lhe também a ele o que se passara e chorei no seu peito a minha perda, o meu orgulho ferido e o sentimento de culpa que tinha. E assim acabara por adormecer, certa que teria o meu anjo da guarda comigo quando acordasse.

 

***

Gostaram deste capítulo? Por algum motivo, eu adorei escrever a vingança. Talvez tenha mais talento para escrever dramas do que romances, sabe-se lá! Bem, espero que comentem muito. Como já referi anteriormente, todos os comentários escritos durante a semana (se não puderem ser respondidos antes disso) serão retribuídos no fim-de-semana.

Um excerto deste texto (a parte que está entre parênteses) foi retirada do Blog http://mydiarysecret.blogs.sapo.pt, apesar de ter sido um pouco mudada. Este Blog que referi contém o ponto de vista da Estrela, apesar de já estar finalizado.

Tenho que agradecer aos meus leitores por comentarem muito. Tenho tido muito mais de três comentários e tenho, sempre que possível, respondido a todos. Muito obrigada, mesmo!

P.S. O The Pink World não terminará no mesmo capítulo do My Diary Secret, mas sim muito depois. Não se preocupem, o fim ainda não está para breve.

♥ Estou a ouvir: White Horse - Taylor Swift
♥ Sentimento de hoje: Arrependida
Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Primeiro Dia de Aulas

Meus queridos, eu sei que isto não é um blog pessoal, mas não resisti a colocar aqui um sumário do meu primeiro dia de aulas que, a propósito, foi ontem. Acordei às oito menos um quarto, fresca e enérgica, e tomei um duche rápido (sim, eu estava bastante atrasada). Vesti-me e tomei o pequeno-almoço num ápice batendo o meu record pessoal.  Faltava ainda meia-hora para a escola começar (às oito e meia) e eu estava com a mochila às costas, pronta para sair de casa. Obviamente, as minhas queridas e adoradas amigas não estavam ainda preparadas. Algumas delas estavam ainda a levantar-se. Então, lá fui eu ver os VMA que tinha gravado (é nestes dias que eu adoro ter a  ZON Box da Tv Cabo). Vi a primeira parte, claro que passei tudo o que não me interessava à frente, e a atribuição do primeiro prémio. Yap, vi a Taylor Swift - eu adoro a Taylor ser humilhada à frente de todos pelo Kylie qualquer-coisa. Sinceramente, como disse o Jake T. Austin no seu Twitter, acho que ele devia mas é crescer, ser um adulto a sério. Fui a única que reparei o quão belo o Taylor Lautner fica com um fato preto? Sim, ele fica perfeito!

A Kristen Stewart totalmente arrasou com aquele penteado inovador, tendo deixado aquele visual detestável da Joan Jett (cabelo desordenado que mais parecia não ser lavado à 15 dias). O Rob, bem, o Rob Pattz ia relativamente bonito. Sim, relativamente. Não sou a maior fã dele, apesar de adorar o Edward Cullen. Mais...? A Lady Gaga assustou-me dentro daquele seu fato interessante. Pobre rapariga, nem conseguia mover o pescoço. E a Katy Perry? I mean, uau! Ela ia fantástica! A Pink foi a rainha, bem como a Madonna. O tributo ao Michael Jackson foi interessante, realmente interessante.

Continuando com o primeiro dia de aulas...

Entretanto chegaram as minhas amigas e caminhámos para a escola. Das 8h30 às 10h00 iriamos ter Educação Visual, mas o professor decidiu não aparecer. Então passeámos pela escola e conversámos acerca das coisas mais triviais do mundo.  A seguir, às 10h20, C.N. ou F.Q. A professora era a mesma do ano anterior, mas ainda tivémos de escrever todos os critérios de avaliação. Como o professor de F.Q. faltou, saí às 11h05. Felicidade total! O porteiro deixou-me sair e eu aproveitei logo para fugir para casa. Almocei e às 14h00 da tarde, tive aula de Língua Portuguesa. O professor até era interessante, apesar de ter um sentido de humor um pouco incompreensivel. Contou-nos uma história e tudo (uhh). Cito a conclusão: "Abram sempre os presentes!" Sim, eu também fiquei de boca aberta com isso, mas que hei-de fazer? Saí muito tempo mais cedo e tive Educação Física. A professora é excelente, muito competente e simpática e, obviamente compreensiva. Estive apenas 10 minutos na aula, tendo acabado por sair com os meus colegas muuuuito antes da hora prevista.

 

Conclusão: A escola é seca, os professores são espectaculares e eu fiquei com uma grande dor de pernas por tanto andar, graças ao tempo no recreio. :-)

 

 

Beijinhos!

 

P.S. Amanhã vou tentar postar um novo capítulo.

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